Origem do trabalho doméstico no Brasil

Serviços domésticos

Desde o período colonial, da escravidão, crianças, adolescentes, homens e Mulheres “negras” (escravos vindos da África) exerciam funções domésticas como jardineiros, mucamas, amas de leite, aias, pajens,cozinheiros, também tinham a obrigação de cuidar dos filhos dos Senhores.Estes trabalhadores eram tratados sem nenhuma dignidade humana, como uma “coisa” qualquer, “objeto”, eles eram escravos.

Estes trabalhadores exerciam uma jornada exaustiva, sempre superiores a 18 horas diárias. Estas atividades não eram praticadas por pessoas brancas, pois praticar estas atividades acima significava desonra.

Estes trabalhadores exerciam suas atividades sem salários em troca da sobrevivência , se alimentavam com restos de comida, sobras da casa grande, tinham uma cama para dormir e recebiam alguns trocados, eram proibidos de ficarem doentes e praticamente não tinham folgas.

As mulheres eram discriminadas diariamente, devido a cor da pele, porque eram negras, mas seus serviços eram de grande importância para a família dos senhores, elas eram obrigadas a suportarem todo tipo de exploração, inclusive as “sexuais”, praticadas por alguns senhores e filhos, em uma sociedade escravocrata e patriarcal.

Com o objetivo de combater a exploração de todo tipo, o preconceito, em busca do respeito e da dignidade humana, onde homens, mulheres, crianças trabalhavam em trabalhos forçados sem nenhuma garantia humana, proteção da Lei,surgiram no Brasil os movimentos feministas, inspirados nas lutas ocorridas em outros países do mundo.

É bem claro e evidente que ao se analisar a história verdadeira do Brasil, conclui-se que os direitos sociais dos trabalhadores sempre foram conquistados por lutas incansáveis, nada foi de graça.

O trabalho doméstico sempre foi desvalorizado, desprezado, visto com preconceito, sem o devido valor, tratado de forma desigual, somente em 2015 que foi aprovada a Lei complementar 150/2015 equiparando os direitos destes trabalhadores as demais categorias. A caminhada ainda é longa, não basta uma Lei no papel é preciso que toda a sociedade se esforce para ajudar no cumprimento da mesma.

José Carlos
administrator
José Carlos do Nascimento, brasileiro, casado, pastor, teólogo, assistente Jurídico, Jornalista, blogueiro, com formação em arbitragem e mediação trabalhista, Perícia Judicial e Assistência Técnica, fundador e presidente da Ong Instituto Brasil Doméstico Cidadão (Ibradoc), criador dos sites: www.ibradoc.org.br ,www.domesticocidadao.com.br e www.direitostrabalhistas.net José Carlos do Nascimento, nasceu na cidade de Álvares Machado - Estado de São Paulo, filho de uma costureira, pai desconhecido, foi criado até os 6 anos de idade pela mãe, depois pela avó materna, dois tios e duas tias. A maioria das mulheres da família exerceram a função de empregadas domésticas, para ajudar no sustento da família.José Carlos durante a sua infância exerceu diversas atividades, desde os 8 anos de idade, como trabalhador rural (popularmente chamado de boia fria ) nas colheitas de amendoim, algodão, plantio de mudas de café. Trabalhou também como pedreiro, carpinteiro, empregado doméstico, departamento pessoal e RH de empresas e escritórios.

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